Estatística
Tamanho da amostra no teste A/B: quantas visitas você precisa?
Não existe um número mágico de visitas. A amostra depende da taxa atual e do menor ganho que ainda vale detectar.

Resumo para decidir melhor
- Amostra depende da taxa de conversão atual, do efeito mínimo, do nível de significância e do poder.
- Efeitos menores exigem muito mais tráfego para serem distinguidos do ruído.
- Calcule antes do teste e trate o resultado como estimativa, não como prazo garantido.
Por que não existe “mil visitas por variante”
Duas operações com o mesmo tráfego podem precisar de amostras muito diferentes. Uma página que converte 20% tem mais eventos observáveis do que outra que converte 0,5%. Detectar uma melhora relativa de 30% também é mais fácil do que detectar 3%.
A pergunta correta é: qual diferença mínima teria valor suficiente para mudar a decisão? Esse valor é o efeito mínimo detectável, conhecido como MDE.
As quatro entradas do cálculo
Para conversões binárias, como comprou ou não comprou, o planejamento costuma usar quatro parâmetros.
- Taxa de conversão de referência: estimativa realista da versão A.
- Efeito mínimo detectável: menor diferença que compensa a mudança.
- Nível de significância: limite planejado para falso positivo, muitas vezes 5%.
- Poder estatístico: chance planejada de detectar o efeito quando ele existe, muitas vezes 80%.
Efeito absoluto e efeito relativo não são a mesma coisa
Se a taxa atual é 5% e a meta é 6%, o aumento absoluto é 1 ponto percentual. O uplift relativo é 20%, porque 1 dividido por 5 é 0,20.
Confundir as duas medidas pode produzir amostras muito menores do que o necessário. Registre sempre a taxa de A, a taxa esperada de B e as duas formas de diferença.
O MDE não deve ser escolhido para caber no tráfego disponível. Ele deve representar a menor mudança economicamente relevante. Se o tráfego não consegue detectar esse valor em prazo razoável, o teste talvez não seja o melhor método naquele momento.
Transforme amostra em prazo com cautela
Depois de estimar pessoas por variante, divida pelo volume diário elegível e pela fração de tráfego destinada ao teste. Use pessoas ou sessões conforme a randomização, não visualizações repetidas da mesma pessoa.
O prazo também deve cobrir ciclos de comportamento. Uma amostra atingida em dois dias pode representar apenas dias úteis, uma campanha específica ou o início de um lançamento. Quantidade e representatividade são problemas diferentes.
A calculadora gratuita do Pagetester aplica uma aproximação normal para duas proporções independentes. Ela é adequada para planejamento inicial, mas não substitui revisão estatística quando há múltiplas variantes, métricas contínuas, dependência entre observações ou monitoramento sequencial.
O que fazer quando falta tráfego
Aumente o contraste entre as hipóteses, direcione o teste a uma etapa com mais eventos ou combine dados quantitativos com pesquisa qualitativa. Não reduza arbitrariamente o rigor até qualquer oscilação parecer vitória.
Outra opção é medir um evento mais frequente, desde que ele seja um bom indicador do objetivo final. O ganho de velocidade não compensa escolher uma métrica que a equipe não quer realmente otimizar.
Perguntas frequentes
Quantas conversões cada variante precisa?
Não há um mínimo universal. O cálculo depende das taxas esperadas e do efeito de interesse. Com poucos eventos, aproximações normais podem ser inadequadas e métodos exatos ou modelagem especializada podem ser necessários.
Mais tráfego sempre resolve?
Mais amostra reduz incerteza estatística, mas não corrige viés, erro de atribuição, distribuição quebrada ou uma métrica mal escolhida.
Fontes e leituras
- Sample sizes required for testing proportions. NIST/SEMATECH e-Handbook of Statistical Methods, Atualizado.
- Power for a z-test of two independent proportions. statsmodels, 2025.
- Por quanto tempo devo executar um teste A/B?. Adobe Experience League, 2024.